Reflexão – 7° semestre
Este 7° semestre foi muito interessante, aprendi muito sobre linguagem e que esta foi desenvolvida conforme as necessidades sociais e não desenvolvidas nos bancos escolares. Nas situações sociais dentro e fora da escola vão se construindo outras formas de linguagem que são tão importantes e devem, ser aproveitadas pelos professores.
Em muitos trabalhos da disciplina de Linguagem e Educação relatei sobre minha aprendizagem sobre alfabetização e letramento pois por muitos anos dedicai-me a alfabetizar alunos. Esta disciplina também me fez repensar sobre o planejamento juntamente com a disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação.
Ao planejar o professor deve criar situações interessantes. O processo de ensino-aprendizagem é uma troca onde professor aprende com alunos, então o papel do professor é o de estimular, observar e mediar, criando as situações de aprendizagem. O planejamento deverá ser feito pensando na participação ativa do aluno e em seus interesses e sua individualidade. Esse trabalho busca a construção do conhecimento pois não só faz o aluno pensar mas o ensina a pensar certo, assim procura formar indivíduos ativos, reflexivos, atuantes e participantes na sociedade O ato de planejar deve existir para facilitar o trabalho tanto do professor como do aluno. O planejamento deve ser uma organização das ideias e informações.
Para Paulo Freire o planejamento pedagógico a partir de temas geradores, tanto para adultos quanto para crianças oportuniza conviver, superar, transformar e agir sobre sua realidade, transformando-a ativamente.
Relatei sobre minha experiência com temas geradores para planejamento de aulas.
Projetos favorecem a criação de maneiras de organizar os conhecimentos escolares em relação as informações e à relação entre os diferentes conteúdos o que facilita aos alunos a transformação da informação dos diferentes saberes disciplinares em conhecimento próprio e assim haverá uma aprendizagem significativa.
Na disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação conheci as idéias de Comênio e sua Carta Magna. Ao ler a "Didática Magna" de Comênio refleti mais sobre a educação atual. Contido nas idéias de Comênio está uma educação de qualidade pois ele propõem a consideração do aluno, o ensino igual para todos, o realismo do ensino e o bom relacionamento entre professor e aluno. Conclui que a metodologia de Comênio possibilitará que a educação exerça sua verdadeira função: formar seres pensantes, autonomos e felizes.
Conheci a filosofia taylorista/fordista e sua relação com a educação.
Com a disciplina de Educação de Jovens e Adultos observei que esses alunos são pessoas que vivem no mundo adulto do trabalho, com responsabilidades sociais e familiares, com valores éticos e morais formados a partir da experiência, do ambiente e da realidade cultural em que estão inseridos. Numa sociedade de exclusão , essas pessoas quando chegam à escola encontram muitas dificuldades começando pela linguagem que é um obstáculo no seu desempenho levando-os a insegurança quanto a sua aprendizagem.
Como em minha escola temos esta modalidade de ensino pude associar a teoria a realidade. Conheci um pouco da teoria das idéias de Paulo Freire e de outros autores estudados na disciplina.
Para esta disciplina realizamos em grupo uma saída de campo onde entrevistamos os alunos da etapa I e as duas professoras de EJA que trabalham com series iniciais.Observamos que projeto pedagógico do EJA apresentado pela instituição busca a construção de saberes vinculados à vida prática formando alunos mais autônomos e preparados para enfrentar os desafios do futuro. Constatamos na nossa pesquisa que a turma observada era muito heterogênea, com bagagem cultural e social diversa com interesses próprios. Estes alunos procuram a EJA com as mais diversas expectativas. Foi feito um pôster esta entrevista e apresentado a todo o grupo do PEAD em uma mostra, foi muito legal!
A disciplina de Libras levou a pensar sobre um outro grupo que encontramos atualmente em nossas escola são os alunos surdos que apresentam um diferencial em sua forma de comunicação sendo estes alunos portadores de características culturais próprias, com uma identidade própria e com possibilidades de desenvolvimento iguais a qualquer ouvinte. Fazem uso da língua de sinais que é uma língua com estruturas gramaticais próprias sendo que o que a diferencia de qualquer outra língua é a sua modalidade visual-espacial. Minha escola tem um aluno surdo e fiz muitas reflexões sobre este aluno e a disciplina.
No final do semestre realizei a avaliação do meu blog de portfólio e de uma colega. Partindo das evidências e argumentos que relatei creio que o conteúdo das postagens de meu portfólio foi suficiente para avaliar a minha aprendizagem.












